O escândalo do apagão foi uma crise nacional, sem precedentes no Brasil, que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica. Ocorreu nos dois últimos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2001 e 2002. "Apagão" é um termo que designa interrupções ou falta de energia elétrica freqüentes, como blecautes (do inglês blackout) de maior duração.No início da crise, levantou-se a hipótese de que talvez se tornasse necessário fazer longos cortes forçados de energia elétrica em todo Brasil. Estes cortes forçados, ou blecautes, foram apelidados de "apagões" pela imprensa.
Na época, havia grande possibilidade de ocorrer apagões no país, sobretudo nas grandes cidades. Felizmente a aplicação desses cortes — que produziriam severas perdas na economia brasileira — pôde ser evitada graças ao bom resultado de uma campanha por um racionamento "voluntário" de energia. Mas o termo ganhou uma grande popularidade, acabando por denotar toda crise energética, ao invés de denotar apenas os eventuais cortes forçados.
A crise ocorreu por falta de planejamento e ausência de investimentos em geração e distribuição de energia, e foi agravada pelas poucas chuvas. Com a escassez de chuva, o nível de água dos reservatórios das hidroelétricas baixou e os brasileiros foram obrigados a racionar energia.
Após toda uma década sem investimentos na geração e distribuição de energia elétrica no Brasil, um racionamento de energia foi elaborado às pressas, na passagem de 2000 para 2001. O governo FHC foi surpreendido pela necessidade urgente de cortar em 20% o consumo de eletricidade no País. Estipulou benefícios os consumidores que cumprissem a meta e punições para quem não conseguisse reduzir seu consumo de luz.
No final de 2001 felizmente choveu abundamente e o racionamento pôde ser suspenso em fevereiro de 2002. Segundo os cálculos do ex-ministro Delfim Netto, cada brasileiro perdeu R$ 320 com o apagão ocorrido no final do governo FHC.
O País registra aumento contínuo do consumo de energia, devido ao crescimento populacional e ao aumento de produção pelas indústrias. Isso exige planejamento antecipado e execução de políticas econômicas governamentais para suprir, a tempo, as necessidades de expansão da produção de energia.
Um fator importante no aumento de consumo é o desperdício de energia. Para combatê-lo são necessárias políticas governamentais de esclarecimento à população, de financiamento dirigido para incentivar a substituição de máquinas obsoletas de alto consumo, etc.