Já está na etapa final a implantação dos 9,2 km de adutoras que interligarão os dois poços do Aquífero Guarani da Sanepar aos reservatórios existentes na região norte de Londrina. Em 15 dias, devem ser concluídas as obras que ocupam parte de uma das pistas da avenida Saul Elkind. Na última sexta-feira (3), o diretor de Investimentos da Sanepar, Heitor Wallace, percorreu todo o caminho da adutora, desde os poços - perfurados próximo à vila Guarani, às margens do ribeirão Jacutinga - até os pontos de onde a água deverá ser distribuída. A expectativa é que até o final deste ano, com a operacionalização dos poços, haja um acréscimo de 10% na produção de água do Sistema Integrado Londrina-Cambé.
A produção será de 200 litros de água por segundo e deverá beneficiar 135 mil pessoas.
De acordo com Heitor, a partir de agora, os trabalhos estarão concentrados na estrutura do sistema, ou seja, na construção da estação de tratamento, com sistema para redução de pH através de CO2 e sistema de desinfecção da água através cloro gasoso, além de um reservatório de contato de 500 metros cúbicos, das instalações elétricas e das interligações nos reservatórios Semíramis, Norte e Vivi Xavier. "Estamos investindo aproximadamente R$ 10 milhões nesta obra, com recursos da Sanepar e da Caixa, através do Programa FGTS. Estamos garantindo tranquilidade no abastecimento de água para a Região Metropolitana até que seja executada a ampliação do Sistema Produtor Tibagi", observa Heitor.
Parâmetro
O gerente Industrial, Roberto Arai, que acompanhou a visita, avalia que o Sistema Guarani Norte servirá de parâmetro para a Sanepar na exploração de água subterrânea em função das tecnologias que serão utilizadas em Londrina. "Creio que abriremos caminho para o maior aproveitamento do Aquifero Guarani no Paraná. No passado já tivemos, aqui, um poço cuja operação ficou inviável devido ao alto teor de flúor. Muitos outros poços, em diferentes regiões do Estado, não foram utilizados por outras razões", aponta.
De acordo com Arai, atualmente existe equilíbrio entre a produção e a demanda de água, mas, nos horários de pico, o sistema chega ao limite. "O incremento do Guarani irá suprir a demanda por pelo menos cinco anos", destaca.