O aumento súbito de mais de 44% do preço do álcool nos postos de Londrina, nesta semana, levanta suspeita de cartel em ação no município. Na manhã desta sexta-feira (27), o Promotor de Defesa dos Direitos do Consumidor, Miguel Sogaiar, concedeu entrevista coletiva na sede do Ministério Público e deu orientações aos londrinenses que tenham sido "vítimas" da alta. O promotor orienta consumidores que abasteceram os seus carros no início da semana a guardarem as notas fiscais e voltar a abastecer nos mesmos estabelecimentos, exigindo novamente o comprovante do pagamento. As notas devem ser levadas ao Procon que, em conjunto com o Ministério Público, abrirá procedimento para apurar a suspeita de "alta combinada".
No caso do álcool, o litro que era vendido até terça-feira ao preço médio de R$ 1,03 passou a custar, repentinamente, R$ 1,47. A alta é verificada na grande maioria dos postos. Esse aumento súbito e sem motivo concreto pode ser interpretado como uma "resposta" do setor à força-tarefa realizada desde segunda-feira em Londrina para verificar a qualidade do combustível vendido ao consumidor e indícios de sonegação fiscal. "Ainda é cedo para considerarmos um 'aumento orquestrado'. Mas vamos investigar", afirma o promotor.
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