O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) reuniu-se durante toda a manhã desta sexta-feira (27) para debater a representação movida por três entidades da comunidade universitária contra o reitor Wilmar Marçal. O pedido das entidades é de abertura de uma sindicância para apurar atos administrativos do reitor considerados irregulares pelas entidades que representam professores, estudantes e servidores. Os Centros de Estudos da UEL apóiam o pedido.
O Centro de Ciências Humanas quer, ainda, o afastamento de Wilmar Marçal, alegando que isso seria importante para a comissão de sindicância ter liberdade nos trabalhos de apuração.
Em entrevista à rádio Brasil-Sul, o reitor Wilmar Marçal afirmou, nesta manhã, que não existe fundamento nas acusações dirigidas a ele e se disse "tranquilo" em relação à carga de denúncias que a comunidade universitária apresentou ao Conselho. Para Marçal, são "picuinhas".
Denúncia
No dia 26 de maio, as três entidades que representam a comunidade universitária - ASSUEL, ADUEL e DCE - protocolaram uma representação no Ministério Público de Londrina pedindo a abertura de um procedimento investigatório contra supostas irregularidades praticadas por Wilmar Marçal. A representação foi recebida pela promotora de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Leila Voltarelli, que atua na área juntamente com o promotor Renato de Lima Castro.
A principal denúncia feita pelas entidades universitárias refere-se à contratação de assessores pelo reitor Wilmar Marçal sem a anuência do Conselho Universitário, o que seria um ato arbitrário, conforme aponta o documento.
Na ocasião, a promotora Leila Voltarelli disse apenas que analisaria o teor do documento entregue pela comunidade universitária.