"O Bonilha não falou no primeiro depoimento nem 5% do que tem para contar ao Ministério Público", disse nesta tarde de quarta-feira (4) o advogado Ronaldo Neves, defensor do ex-vereador Orlando Bonilha. Nesta quarta, o ex-vereador deu informações aos promotores Cláudio Esteves, Jorge Fernando Barreto Castro e Leila Voltarelli - do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - sobre o seu relacionamento com empresários da cidade. Ele teria detalhado, segundo o seu advogado, como se dava o pagamento de propina aos vereadores em troca da aprovação de projetos de lei pelo Legislativo. Citou projetos "encomendados" e empresários que pagaram por isso.Bonilha confessa envolvimento no esquema de corrupção e nomina mais 12 vereadores que, em um ou outro projeto, teriam recebido propina. Seriam, além dele mesmo, Sidney de Souza, Flávio Vedoato, Gláudio Renato de Lima, Henrique Barros, Jamil Janene, Lourival Germano, Renato Araújo, Osvaldo Bergamin, Luiz Carlos Tamarozzi, Marcelo Belinati, Sandra Graça e Pastor Renato Lemes. Ele isenta da lista os nomes de cinco vereadores: Tercílilo Turini, Roberto Kanashiro, Roberto Fu, Maria Ângela Santini e Paulo Arildo. Bonilha disse que nunca soube de qualquer participação destes cinco em esquemas de corrupção.
Ronaldo Neves diz que vai protocolar nesta quinta-feira (5) pedido de relaxamento de prisão do político, que está detido desde a noite de terça-feira (3) no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) em Londrina.
Bonilha tem audiência judicial marcada para 26 de junho e o advogado espera que ele não fique detido até lá, já que se apresentou espontaneamente e tem procurado "colaborar" com a Justiça.