Nenhum dos três empresários convocados pela Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Londrina compareceu à Casa nesta sexta-feira (8) para prestar esclarecimentos sobre a denúncia de extorsão feita pelo Ministério Público.A Promotoria acusa cinco vereadores dos crimes de concussão (extorsão praticada por agente público) e formação de quadrilha. Os empresários convidados a prestar esclarecimentos à Comissão foram Carlos Messas, Alexandre Fontana Guimarães e Maurício de Biagi.
Roberto Kanashiro, presidente da Comissão, já previa a ausência dos empresários - nenhum deles havia confirmado que aceitaria o convite (a Câmara não tem poder legal para intimá-los). Por isso, os membros da Comissão deverão se basear em dados oferecidos pela Justiça, inclusive degravações de escutas telefônicas autorizadas judicialmente.
Os vereadores denunciados pelo MP são Osvaldo Bergamin (PMDB), Orlando Bonilha (PR), Flávio Vedoato (PSC) e Renato Araújo (PP), além de Henrique Barros, que renunciou ao mandato.
Se a Comissão concluir que algum deles infringiu as normas da Casa e quebrou o "decoro parlamentar", o plenário poderá votar proposta de punição, que vai de advertência a cassação de mandato.
Justiça
Nos próximos dias, com o fim das férias dos promotores que denunciaram o escândalo da extorsão na Câmara de Londrina, o caso deve ter desdobramentos. É que o Ministério Público teria mais provas a anexar ao processo, que corre em segredo de Justiça na 3.a Vara Criminal de Londrina.
Também nos próximos dias, o juiz substituto Marcos José Vieira deve dar a sua decisão sobre o pedido de indiciamento feito pelo Ministério Público contra os cinco vereadores. Se aceitar a denúncia, os parlamentares serão réus em processo criminal.