O delegado-chefe da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), Marcus Vinicius Michelotto, vai pedir, nos próximos dias, a prorrogação dos mandados de prisão de oito dos 14 presos durante a Operação Medusa III, que atacou o chamado "cartel de combustível" em Londrina. Segundo o delegado, os outros serão liberados, após o vencimento do mandados de prisão temporária. Cinco deles estão colaborando com a polícia e vão responder o inquérito em liberdade, disse o delegado, referindo-se à alternativa da "delação premiada".
De acordo com o Michelotto, Djalma Eugênio Guarda, 52 anos, Djalma Eugênio Guarda Júnior, 26, Itauby Netto José Ramalho Guarda, 30, Mauro Cezar Guarda, 50, Márcio Jiovani Matiazi, 38, Emilio Sergio Santaella, 50, Amauri Peretti e Pires Godoy, 51, e Rodrigo Werner Silva, 28, seriam peças-chave no esquema e a liberação deles poderia prejudicar o andamento das investigações.
Os depoimentos estão nos mostrando alguns detalhes do esquema. Alguns deles estão nos confirmando o alinhamento de preços e como tudo funcionava, contou Michelotto. Edson Fernandes Gimenes, 29, não terá o mandado de prisão revogado, mas deve permanecer preso por posse ilegal de arma.
A polícia espera que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) aja independentemente de comunicado oficial da polícia. Cabe a ANP fechar os postos. A polícia está à disposição da agência para apresentar qualquer esclarecimento sobre todas as operações Medusa, que envolveram esquemas com combustível, destacou o delegado.
A Operação Medusa III, composta por 150 policiais, foi realizada na quarta-feira (29), em Londrina, e acabou com o cartel formado por postos de combustíveis na região. Foram cumpridos 59 mandados de prisão e de busca e apreensão para desbaratar a quadrilha formada por donos de postos e distribuidoras de combustível, além de contadores e donos de gráfica. Foram presos 14 suspeitos de participar do esquema, que forçava a manutenção de preços elevados de combustíveis, além de acusações de sonegação fiscal e adulteração de notas fiscais.
Informações da Agência Estadual de Notícias.