NOTÍCIA PUBLICADA EM 31/08/2007 17:10
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LONDRINA » POSTOS
Delegado quer prorrogar prisão de 8 do "cartel"

Seis detidos na última quarta poderão ser liberados; alguns podem se beneficiar da "delação premiada"

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Michelotto, delegado que coordenou a operação "Medusa 3"
O delegado-chefe da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), Marcus Vinicius Michelotto, vai pedir, nos próximos dias, a prorrogação dos mandados de prisão de oito dos 14 presos durante a Operação Medusa III, que atacou o chamado "cartel de combustível" em Londrina.

Segundo o delegado, os outros serão liberados, após o vencimento do mandados de prisão temporária. “Cinco deles estão colaborando com a polícia e vão responder o inquérito em liberdade”, disse o delegado, referindo-se à alternativa da "delação premiada".

De acordo com o Michelotto, Djalma Eugênio Guarda, 52 anos, Djalma Eugênio Guarda Júnior, 26, Itauby Netto José Ramalho Guarda, 30, Mauro Cezar Guarda, 50, Márcio Jiovani Matiazi, 38, Emilio Sergio Santaella, 50, Amauri Peretti e Pires Godoy, 51, e Rodrigo Werner Silva, 28, seriam peças-chave no esquema e a liberação deles poderia prejudicar o andamento das investigações.

“Os depoimentos estão nos mostrando alguns detalhes do esquema. Alguns deles estão nos confirmando o alinhamento de preços e como tudo funcionava”, contou Michelotto. Edson Fernandes Gimenes, 29, não terá o mandado de prisão revogado, mas deve permanecer preso por posse ilegal de arma.

A polícia espera que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) aja independentemente de comunicado oficial da polícia. “Cabe a ANP fechar os postos. A polícia está à disposição da agência para apresentar qualquer esclarecimento sobre todas as operações Medusa, que envolveram esquemas com combustível”, destacou o delegado.

A Operação Medusa III, composta por 150 policiais, foi realizada na quarta-feira (29), em Londrina, e acabou com o cartel formado por postos de combustíveis na região. Foram cumpridos 59 mandados de prisão e de busca e apreensão para desbaratar a quadrilha formada por donos de postos e distribuidoras de combustível, além de contadores e donos de gráfica. Foram presos 14 suspeitos de participar do esquema, que forçava a manutenção de preços elevados de combustíveis, além de acusações de sonegação fiscal e adulteração de notas fiscais.

Informações da Agência Estadual de Notícias.

FONTE: Agência Londrix

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